sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Melhor esquecer..

Lembra de como nós diziamos que éramos tudo na vida um do outro?
De como eu catava do seu prato tudo que você detestava? Você sempre pedia frango com catupiry e eu portuguesa.
De como você cuidava de mim quando eu tava doente e dengosa? Nem ligava quando eu chorava sem motivo no seu ombro.
Do dia em que você chorou, pedindo pra eu não ir embora, e te deixar sozinho? E como partiu meu coração ouvir aquilo.
De como você me fazia sentir a mulher mais linda do mundo só com um olhar?
Das cenas de ciúmes que você fazia por causa dos meus (poucos) amigos? Mesmo sem razão.
Das noites em que ficamos do lado de fora de casa, olhando pro céu, abraçados? Só conversando.
De como eu me sentia segura nos teus braços?

Eu lembro! E lembrar dói.
Entristece saber que tudo se resume a isso: lembranças. E nada mais.

Talvez eu devesse lembrar..
De tudo que abri mão por sua causa. De como colocava minhas amigas, e até eu mesma, em segundo plano por você.
Das noites em que dormi chorando e você tava na rua com seus amigos, sem preocupações.
De como me trancava em casa por que você não era capaz de confiar em mim. E no fim das contas, você acabou sendo o traidor.
De como você sabia exatamente qual ponto fraco atacar. Como me manipular a fazer só o que você queria.
Do seu egoísmo. Do seu egocentrismo. Das suas atitudes de menino mimado.
Das suas mentiras. De como você me usou, e não pensou em como eu me sentiria depois.
De como você me iludiu, no fim, me fazendo acreditar que, apesar de tudo, nós daríamos certo.

É, talvez eu devesse me lembrar disso. E lembrar disso não dói.

Um comentário:

Anônimo disse...

Que bom seria se existisse alguma tecla q a gnt pudesse apertar e apagar tds as lembranças ruins, as malditas lembranças ruins q sempre se disfarçam de boas dentro das nossas emoções.. aquelas que só com mto esforço a nossa mente consegue nos mostrar oq elas são d verdade.
E o mais triste, eh que são essas enganosas lembranças que sempre ficam por mto tempo dentro de nós, ocupando um espaço que já não lhe pertencem, ou pelo menos não deveria pertencer.