quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Platônico

O coração é um músculo realmente involuntário? Só pode ser, só assim podemos explicar como foge do nosso controle por quem nos apaixonamos. Nunca é por aquele que nos dá bola, nos elogia constantemente ou por aquele bom moço que traria o céu, se assim você quisesse. O coração, ahh involuntário de uma figa, parece pensar maldosamente "qual deles é o mais difícil? qual pode causar mais dor de cabeça pra essa minha dona descuidada?" e com uma pontaria certeira consegue nos fazer se encantar pelo mais complicado dos homens.

Digo isso senhores, pois eu estou apaixonada (pelo menos nesse exato segundo estou, amanhã, às quatro da tarde, não garanto nada) exatamente por alguém que dificilmente será meu. Vocês acham que o conhecimento das minhas chances abalam esse sentimento? Pelo contrário. Talvez por ser tão difícil não consigo tirá-lo da cabeça. E acreditem, eu tentei!

Ninguém pode dizer que não tentei. Não é de hoje que ele balança meu coração. Depois dele vieram outros, beijei outras bocas.. senti por outras pessoas.. mas não funcionou. Nenhum mexeu (nem mexe) tanto comigo como ele. Será que é por ele insistir em não se apaixonar por mim? Deve ser.. cabeça de mulher é complicada demais.


Nós ficamos exatas cinco vezes (se não me falha a memória) e cada uma marcou de uma forma. Foi muito pouco, pra marcar tanto. Deixa eu verificar o calendário aqui.. 179 dias desde a última vez que nos beijamos. Tempão né. Devia ter passado já. Talvez seja o sorriso dele. Ou os olhos (melhor dizer a falta deles). Quem sabe a rouquidão da sua voz. O jeito moleque, amigo, companheiro pra todas as horas, principalmente as de bebedeira. O modo como ele me fez rir. Ou a combinação de tudo isso.

Já me aconselharam a desistir. E bem no fundo eu sei que é o que devo fazer. Mas é a porra da esperança que não deixa. Digamos que eu tenha uma chance em um milhão. Essa "uma" me faz continuar. Quando eu tô bem pertinho de deixar de pensar, me encontro com ele. E a fogueira volta à arder com força total. Sacanagem. Por que você foi pegar na minha mão semana passada?

Mas assim, o máximo que eu me permito é querer. Desejá-lo. Não vou tentar mais nada. Já fiz tudo que podia ( e até o que não podia). Mas o destino não colabora.. a gente se desencontra, ele não entende meus sinais. Cansa, sabe? A simples lembrança de uma conversa traz um sorriso aos meus lábios. E mesmo sabendo que provavelmente não vou tê-lo, não consigo parar de pensar nele. Pelo menos não agora!

2 comentários:

Lys disse...

aaa, acho que lá de casa não dá pra comentar por conta do anti-viruz
=p

Bom minha querida amiga, depois de ler seus posts...com certeza seu nome deveria ser: Jéssica da Cunha Inconstante...


afff

rsrsrs

mais eu te entendoo..semelhantes se reconhecem =D

Joseph Jr. disse...

O coração é realmente o órgão mais involuntário e burro que existe...

Mais não segui-lo é ser mais burro ainda.

\o/

bjos loira linda!