segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

fulminante

"eu encontrei-o quando não quis mais procurar o meu amor"
(los hermanos)



Não tem verso que descreve melhor o momento em que você surgiu. Na verdade essa música inteira é feita pra você. Pra nós.

Eu tinha desistido. Não do amor. Nem de amar. Mas de sentir. Queria um tempo. Do incômodo e das peculiaridades de estar apaixonada. Não estava tendo muita sorte nisso ( e dúvido que a situação tenha mudado).

Me enganei dizendo que com você seria diferente. "Não, eu não vou me apaixonar". Mas bastou te conhecer pra saber que não era bem assim. Antes mesmo de te encontrar você já dominava meus pensamentos.

Você acabou sendo mais do que eu imaginava. Feito por encomenda. Nossa história começou com prazo de validade. Pelo menos pareceu assim. Menos de um mês.

Se eu soubesse que contigo acontece a mesma coisa a ansiedade talvez fosse menor. Mas não, você é misterioso, lembra?

Charmosamente misterioso. Da risada engraçada. Do sorriso cafageste. E da bobice mais descarada que eu já vi. Que adora pegar no meu pé. Me deixar com ciúme. Ver minha cara de emburrada. E rir dela sem a menor vergonha.

Você, que só de chegar perto deixa meu sentido mais aguçado. Minhas vontades mais afoitas e meus desejos mais à flor da pele. Que quando não se controla fala um : "ai papai" e beija meu pescoço do jeito que só você sabe.

Minha insegurança me deixa pensar que só eu me sinto assim. Que só meu coração sorri quando estamos juntos. Que aquela vontade de não se largar só parte de mim. Mas você me deu tantos sinais. Seria esperar demais que você também gostasse de mim? Me acostumei a esperar o pior. E agora não é diferente.



13 dias já se passaram.
Só me resta imaginar o que vai acontecer quando você for embora...

Um ano difícil de ser esquecido

Foi nele em que perdi um grande amor..
Ganhei outros.. não tão grandes, mas marcantes mesmo assim.
E vi que seus substitutos não preencheram o vazio.
Aprendi que não importa o quanto você foi magoada, sempre pode ser mais.
Grandes amigos foram descobertos. Outros perdidos.
Descobri que sou mais forte que pensava. E mais frágil do que gostaria.
Tive certeza de algo que antes só era uma desconfiança: eu não sou normal!
Mas qual a graça de ser normal nesse mundo?
Perdi parte da minha inocência. E com ela a esperança de que algo bom vai acontecer.
Tive crises existências e porres homéricos. (Ok, talvez nem tanto, mas eu gosto dessa palavra: homéricos. ^^)
Mas nem tudo são dores. Sorri. Brinquei. Gritei. Escrevi. Li. Dancei. Beijei. Descobri. Me descobri. Capaz de coisas que não achava possível, boas e ruins. Me perdi? Alguns diriam que sim. Talvez tenha me achado. Ou achado uma parte de mim que antes tava adormecida, esquecida por me preocupar demais com outra pessoa.
Também me cansei, de tantas descobertas, de tanto aprendizado. Às vezes tudo que eu queria era voltar a ser como eu era. Mas é impossível. E agora só falta aprender a ser feliz..

Não te odeio 2007, mas não posso descrever o alívio em saber que você finalmente está terminando. Bye bye, beibe. ;)

(promessa para 2008: menos drama e mais sorrisos por aqui!)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

salto

Daqui de cima o fundo parece longe. Quase infinito. Eu sei que no final do precipício vai ter um chão, duro, implacável. Que saberá fazer doer meu corpo quando eu chegar lá.
Mas não consigo deixar de pensar na sensação da queda. Da liberdade. Se compararia com a sensação de voar?
Não consigo deixar de pensar. Não consigo não querer pular. Nada vai me aparar. Mas eu terei na memória os minutos (ou seriam segundos?) em que experimentei algo tão bom que vai ter valido a pena.
Bem no fundo acho que existe uma masoquista dentro de mim. Quando será que ela aprende?

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

divagando

Eu preciso crescer. Algué me ensina como???
Dói demais ser essa menina boba e assustada que precisa ter alguém pra cuidar dela.
Dói acreditar que todo mundo é bom e no final das contas perceber que tudo não passava de invenção da minha cabeça.
Já me disseram que eu acredito demais nas pessoas. Existe jeito de não ser assim?
Porque se tiver, eu preciso aprender. Não sei mais o que fazer com tanta decepção e insegurança.
Tem coisa pior que parecer "bem" quando nada está? Ter que sair, trabalhar, interagir com outras pessoas quando tudo o que você quer é não sair da cama e fingir que não existe.
Uma hora tudo explode.
Cansei de pedir pra papai do céu me dar uma luz. Ele deve ter me bloqueado no msn, ou algo assim..

Queremos bis.

Toc Toc Toc

- Jéssica, tu tá viva?
- ...
- Jéssica???
- Raulllll (não, eu não conheço nenhuma onomatopéia melhor pra vômito)
- Jéssica, destranca a porta.. (voz levemente alarmada mas ainda achando graça)
- ...
- Pâmela, acho que ela morreu lá dentro. (subtraia um pouco da graça e adicione mais uma pitada de pânico)
- Que é, Simone?? Eu tô bem.. deixa eu vomitar que já já fico boa.
- kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Ela tá vomitando aí dentro.
- Suas vacas, eu tô escutando vocês rindo de mim.
- kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Depois disso lembro de ter acordado com a Simone abrindo a porta, me encarando, ora assustada ora maravilhada com a vista: eu, lindamente jogada no chão do banheiro dela, com um dos meu braços em volta do vaso sanitário.

Agradeço até hoje a Deus por ela ter esquecido nesse momento que possuia uma câmera digital!
Apenas mais um dos episódios memoráveis que passo ao lado dessa figura.
Preciso repetir a dose pra fechar o ano com chave de ouro. ;)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

13 de dezembro, 9h em ponto.

Tava demorando demais.
Uma semana, três dias e uma hora pra fanfarrona aqui cair no choro por causa do trabalho. E pra ser mais exata, no local de trabalho. Há.
Bom trabalho, 02.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Dúvidas.

O que fazer quando, após quase duas semanas de convívio com jornalistas que há muito atuam na área, você, de repente, descobre que talvez tenha escolhido o curso errado???
Dúvidas, oh dúvidas cruéis.. tantas opções:
1ª. corta seus pulsos mas deixa uma carta muito bem escrita para a família e amigos, afinal, não é só porque você descobriu que não pode ser jornalista que vai ter perdido o dom de escrever maravilhosamente bem (ui, humilde).
2ª. engole o chorinho, como um homem, e tenta aprender, na marra, o necessário. Apesar de saber que talvez isso não lhe traga felicidade profissional.
3ª. respira fundo e quem sabe acorde desse surto neurótico.
4ª. entra para o meretrício. Oo

Sintam-se à vontade para opinar. :D

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Sorry

A situação é a que eu temia. Praticamente impossível postar do meu trabalho. Muita coisa pra fazer e pouco tempo pra vadiar. ¬¬
Ou seja, esperem minha ausência por esses dias. Quando lá em casa eu conseguir instalar o net no pc do meu quarto, quem sabe eu volte com força total!! ;)
Torçam por mim..
Beijos