segunda-feira, 16 de junho de 2008

Ressaca

Por isso que falam, quando a pessoa fica se achando demais, nem sente a porrada chegando.
Desde que eu ingressei na vida boêmia não havia experimentado a deliciosa sensação de uma ressaca. Eu achava que havia nascido com a maior dádiva de todas. Não importava a quantidade de álcool ingerido ou da mistura que eu fazia.. no dia seguinte, acordava serelepe e saltiltante como uma gazela pueril.

Mas minha invencibilidade foi quebrada nesse final de semana. Senhor amado, o que foi aquilo? Eu juro que parecia que minha cabeça ia estourar e que meu estômago havia feito algum pacto satânico contra minha pessoa.
E olha que nem foi tanto álcool assim. Já bebi muito mais. O problema: foi tudo rápido demais. Uma ice, um singelo copo de vodkapura e a cerveja.. aiai, a cerveja.. minha desconhecida Cintra, da qual nunca havia ouvido falar, embalou minha noite que antecedeu o inferno.

É, acho que a primeira ressaca ninguém esquece.

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