sexta-feira, 21 de novembro de 2008

4 anos (ou seriam 4 meses, 4 dias...?)


Quem, assim que entrou na faculdade, não teve esse pensamento: "caraca, 4 anos.. vai demorar demais pra passar!!! Eu não me imagino daqui a quatro anos..."
Entretanto, posso dizer que existem anos que não obedecem a ordem natural das coisas.. eles parecem dias, de tão rápidos e súbitos que nos chegam.
Mais um capítulo é terminado. Mais uma etapa. Okay okay, pra mim ainda existe uma prorrogação, pois meu título de bacharel ainda não é exatamente 'meu', mas isso é só uma questão de tempo. Pouco tempo, se eu tiver muita sorte.

Mas a experiência acadêmica, as (escassas) aulas, os lanches, as andanças pelos caminhos enlameados da Ufac, as conversas pelo corredor (atrapalhando as turmas que estavam estudando), as aulas (detestáveis) de sábado, a dor de barriga ao apresentar um seminário, a eterna esperança de entrar algum calouro bonito a cada vestibular (pura ilusão), os cheiros de maconha pelos shows no DCE, os vinhos quentes e baratos que bebíamos nos sarais, as intermináveis filas na Xerox, com direito ao atendimento v.i.p. do Garibaldi, os dinheiros que deixamos pra trás com todas essas xeroxs, a biblioteca que nunca consultamos todos esses anos, esses intensos últimos meses preparatórios pra nossa formatura, e finalmente, a nossa (inesquecível) festa... Tudo isso, meus amigos, acabou. Ficou pra trás. Podem vir outros cursos, outras faculdades, outros colegas... mas nada irá se comparar ao que nós vivemos.


Relembro de tudo com saudade, até dos sufocos. Uma vontade de ter aproveitado, mais ainda, todos os momentos que tive a oportunidade de dividir com vocês, meu colegas, meus amigos, meus companheiros.

Não, nem tudo foi um mar-de-rosas.. houveram intrigas, brigas, desentendimentos. Houveram grupos, divisões, até um pouco de falsidade rolou. Mas no fim, no fim a gente vê que tudo não passou de um processo, necessário pra descobrir o que cada um realmente era. Me peguei desejando que certas pessoas fossem mais íntimas, que elas correspondessem o carinho que descobri tardiamente, ou pelo menos que sentissem o quanto elas se tornaram especiais. Descobri que todos vão fazer falta. Até os chatos tagarelas, os fofoqueiros, os que insistiam em fazer aquela última pergunta ao professor, justamente às 10:05 da noite..

Então, é com uma alegria enooooorme mesclada com um tantão de saudade que eu me despeço da Turma de Jornalismo 2004 da Universidade Federal do Acre. Nós já somos vencedores, galeraaaa!

Alguém aceita um gole??? ou quem sabe dois?

Pra descontrair.. hoje é sexta-feira! \o/

Huahuhauhauhuahauhuahuahau. A carinha de 'mau' do salvador no final é o melhor!!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Saudade

Pablo Neruda

Saudade é solidão acompanhada, é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já... Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam, é a dor dos que ficaram para trás, é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade: "aquela que nunca amou."
E esse é o maior dos sofrimentos: não ter por quem sentir saudades, passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido...

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Preciso dizer que te amo

Eu só disse uma vez na vida. E você?
Hoje em dia é tão comum escutar essas três palavrinhas, ditas de forma tão banal, frívola mesmo.
Só quem já sentiu, e declarou com todas as propriedades, sabe do poder e da plenitude desse sentimento. Óbvio que me refiro ao amor romântico. Do tipo que te deixa sem ar.
Amar é algo tão sublime, tão irreal. Onde você não entende como pôde viver tanto tempo longe daquela pessoa. Tanto que antes de amar eu era feliz, mesmo sem ter alguém do meu lado. Mas quem conhece esse sentimento, quando não o tem, de certa forma fica assim, meio manco, meio incompleto.

Amor dói, machuca, maltrata, judia. Às vezes bate uma vontade de não amar e ficar a salvo, num cantinho escuro, bem escondidinha. Mas não amar... que tristeza é! Como viver numa vida em preto&branco, se você já experimentou a gama de cores de um arco-íris psicodélico, onde uma cor era mais viva que a próxima? Como se contentar com a calidez do carinho, se o arrebate da paixão, combinado com amor, consegue te levar ao mais alto dos céus?

Era engraçado. O aperto que dava no coração, ao dizer. Olhando nos olhos dele, escutando de volta. Me sentindo a mais abençaoda das criaturas. Tanta gente fala, como se fosse brincadeira. Tem gente que brinca mesmo de amar. Isso quando não brinca com o amor dos outros. Tanto desperdício. Será que um raio cai duas vezes no mesmo local???

Tudo isso pra dizer que sinto falta de amar.
Principalmente de dizer: eu te amo. :)