quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Retrô 2009

Clichê? Sim. Pode faltar? Não.
Como sempre, é hora de olhar pro ano que passou e fazer o balanço das coisas boas e ruins que aconteceram. Mas relaxem, vou ser sucinta e direta. Na verdade a palavra certa é preguiçosa, rsrs.
Comparando com os últimos dois anos, podemos resumir 2009 como 'tranquilo'. A cada ano que passa parece que as dores vão se tornando mais brandas e a casca vai ficando mais grossa. Comecei o ano feliz, acreditando que tudo ia ser diferente, para não muito longe descobrir que não poderia estar mais enganada. Após brigas e desencontros, pela segunda vez, descobri uma traição. E pra quem já sofreu isso, sabe como dói descobrir que a pessoa que você mais confia, na verdade, te enfiou uma faca pelas costas. Assim como superei da primeira vez, essa foi ainda mais fácil. Existem os estágios sabe: 1. a incredulidade (ele NÃO pode ter feito isso comigo!). 2. a depressão (o que EU fiz pra isso acontecer?). 3. a raiva (filhodaputa, quem ele pensa que é?). e finalmente, 4. a pena (pessoas medíocres são dignas somente de pena, simples assim).
Mas fora esse pequeno contratempo, posso contabilizar apenas conquistas. Foi o ano em que apresentei minha monografia, me formei em Jornalismo (apesar de atualmente o diploma não estar sendo considerado tão necessário). O ano em passei em um concurso (bom) na maior cagada de toda a minha vida. =D Viajei pro Rio de Janeiro com minhas parceiras no crime. É, a viagem não foi 100% um mar de rosas, mas valeu pela experiência. E dessa viagem, quem diria, colhi o fruto mais doce e precioso de 2009: meu (antigo e atual) amor. Lembram daquele "conto-de-fadas" que, apesar de todos os fatos contrários, meu coração insistia em não esquecer? Pois é, Deus escreve certo por linhas tortas. Depois de quase dois anos sonhando com essa história finalmente estou vivendo-a.
Por isso me despeço desse ano com um sorriso no rosto, desejando que 2010 seja repleto de descobertas, conquistas, amores e sucesso para todos nós.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Me explica.

Me diz o que você tem que faz minhas engrenagens rodarem. Meus instintos cegarem. Minha boca secar e meu coração palpitar. Me explica porque que eu fico perdida, como louca varrida, se você não está lá.
É a sua pele? Que em contato com a minha queima todo e qualquer sinal de razão.
É a sua boca? Que por onde passa deixa um rastro de brasa difícil de apagar.
É a sua mão? Que me enlouquece quando explora meu corpo na exata intensidade que me deixa incapaz de resistir.
Eu não sou assim. Você me faz assim. Uma eterna fechadura à espera da chave. Chave essa, que abre as portas do meu paraíso.

Romantismo

Porque eu queria ser foda que nem eles.
Porque eles muito mandam bem quando o negócio é falar do coração.
Porque eles são os últimos românticos perdidos nesse mundo de anti-românticos.
Leiam e deleitem-se.

Confraria dos Últimos Românticos

Shhhh..

Silêncio. Tudo o que se escuta por aqui é silêncio.
Posso explicar o porquê.. não sei se li ou escutei em algum lugar que, quando se vive algo muito bom, não devemos gritar nossa felicidade, pois bem ali, escondida, adormecida na próxima esquina pode estar a inveja, e nós não queremos acordar tal sentimento, queremos? De forma nenhuma.
E no meu silêncio eu vou curtindo o que pode ser descrito como um paraíso particular, utópico e surreal. Onde poucas pessoas podem testemunhar o que foi, o que deveria ser e o que está sendo.
Me belisca.. eu deixo.
Pois pra mim ainda é difícil acreditar que eu não estou sonhando.
Por isso, olhe bem.. eu me permito, com muita cautela, chegar bem pertinho do seu ouvido e sussurrar: eu estou feliz.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

please, sweep me off my feet

Hoje eu precisava ser arrebatada. Com sentimentos, com palavras. Sentir o tipo de paixão que só os filmes hollywodianos conseguem reproduzir. Precisava do brilho no olhar que os apaixonados carregam. Sentir a sensação febril emanando. Quero queimar, arder no fogo da tua paixão. Eu quero me perder... dentro de você. Na verdade, eu quero que você se perca.. por mim. Só por mim.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Amor

(Carlos Drummond de Andrade)

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração para de funcionar por alguns segundos, preste atenção. Pode ser a pessoa mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e neste momento houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante e os olhos encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.

Se o primeiro e o último pensamento do dia for essa pessoa, se a vontade de
ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente divino: o amor.

Se um dia tiver que pedir perdão um ao outro por algum motivo e em troca receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.

Se você conseguir em pensamento sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...

Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite... se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...

Se você tiver a certeza que vai ver a pessoa envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela... se você preferir morrer antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida. É uma dádiva.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. Ou às vezes encontram e por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.

É o livre-arbítrio. Por isso preste atenção nos sinais, não deixe que as loucuras do dia a dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

chocolate.

Sejamos sinceros. Eu gosto de chocolate. Pra falar a verdade eu gosto muito de chocolate. Depois que eu conheci as maravilhas do chocolate, bem, não me imagino ficando sem. Mas daí que você encontra um chocolate especial, com um sabor diferente, único, com uma textura mais marcante, um cheiro delicioso. Depois disso você não quer saber mais de outro chocolate. Só aquela marca específica te interessa. Daí que o chocolate que te fez ficar apaixonada pelo seu sabor, temporariamente, está fora do teu alcance. Satisfazer-se com outro chocolate está fora de cogitação. Todos os outros parecem tão sem graça, extremamente insípidos. Você quase sente pena dos outros chocolates. Bate uma abstinência. E fazer chocolate caseiro, como substituto, pode até quebrar o galho. Por um tempo. Mas não é a mesma coisa. Você come o caseiro, sozinha, no seu quarto, pensando naquele chocolate. Lembrando dele derretendo na tua boca. Adoçando teu paladar. E começa a se perguntar como conseguiu viver tanto tempo sem conhecer o bendito do chocolate. Aquele chocolate. Hmmm, chocolate. Preciso do meu chocolate. (6).

sábado, 17 de outubro de 2009

30 motivos para você encher a cara

1. Se você não beber aquela cerveja, alguém mais o fará. E você não quer ser responsável por embriagar outro ser humano.

2. A indústria cervejeira emprega 1.7 milhões de pessoas e elas dependem do lucro da venda de cerveja para continuarem vivendo.

3. Esta pode ser a única noite em que sua alma gêmea irá entrar naquele bar.

4. Sem o seu brilhantismo e charme a vida dos garçons seria muito entediante.

5. O garçom depende da gorjeta para alimentar os filhos. Faça sua parte, ajude uma criança a comer bem.

6. O bar comprou cadeiras novas e você está empenhado em amaciá-las para os outros fregueses.

7. Pode apostar que em algum lugar do mundo, hoje é dia de comemorar alguma coisa..

8. Este universo é infinito e vastíssimo. Você é tão insignificante e pequeno que não vale a pena estar sóbrio.

9. Se você não beber, amanhã você acordará animado, cheio de energia e todo elétrico procurando o que fazer. Cara, você NÃO é um esquilo, então porque se comportar como um?.

10. Seus amigos não podem se divertir se você não for.

11. Seus amigos podem se divertir mais se você não for – e isso é injusto.

12. Você tem consciência social e quer ajudar o mendigo que cata latinhas vazias a poder melhorar de vida oferecendo a cota diária dele em apenas duas horas.

13. Alguém pode aparecer no bar te procurando. É melhor você estar lá.

14. Você está sob muito stress ultimamente e se não beber acabará cometendo algum ato impensável que somente sóbrios fariam.

15. Se você beber, um de seus amigos terá que ficar sóbrio para dirigir e assim você evita que ele se entregue ao péssimo hábito da bebida..

16. Você precisa ver se aquela garçonete nova é capaz de servir você tão rápido quanto a antiga.

17. Não tem nada interessante passando na tv (a não ser que sexo seja uma opção).

18. Se você não for ao bar acabará fazendo alguma tarefa em casa e não terá o que fazer amanhã de noite.

19. Você está sozinho em casa e ninguém irá aparecer ali com a cerveja.

20. Em uma experiência estatística você precisa descobrir quais são as probabilidades de acordar novamente nu naquele quarto de hotel do outro lado da cidade.

21. Você teve um sonho no qual uma garrafa de cerveja te mostrava o sentido da vida. Vá verificar se é verdade.

22. Quando você for escrever sua biografia você terá coisas interessantes para contar. Se você puder lembrar delas.

23. Al-Qaeda proíbe o consumo de bebida. E desde quando você vai ficar levando ordens da Al-Qaeda?

24. Use o existencialismo: A vida é uma tempestade de merda e a bebida é o único guarda-chuva que não é furado..

25. Você não tem nada melhor pra fazer hoje ( a não ser que sexo seja uma opção).

26. Você pode conhecer alguma pessoa no bar que faça com que sexo seja uma opção.

27. Você precisa usar mais o seu plano de saúde – afinal, você está pagando não é?.

28. Sempre quis saber como é a sensação de tomar glicose na veia de madrugada num posto de saúde.

29. Quando seus colegas perguntarem na segunda feira o que você fez no fim de semana, você precisa ter algo para contar que começe com a frase “Caaaara… nem te conto, foi sinistro!”

30. Lembra daquele seu sonho de infância de encontrar uma herdeira de uma cervejaria milionária e passar o resto da vida passeando pelo mundo e curtindo a vida? Você acha que isso vai acontecer sentado dentro de casa assistindo novela na sala?


Peguei do Bananada é 10.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

menos um dia.

Minha saudade tem nome. Tem os olhos castanhos mais expressivos que já vi. Tem horas que ela aperta. Que dói. Minha saudade me tira o sono. Literalmente: me mantém acordada até 02:00 da manhã praticamente todo dia. Minha saudade tem cheiro de Ferrari Black. Ela pode até negar, mas tem uma covinha do lado direito que só eu enxergo. Minha saudade, de vez em quando, toca violão só pra me deixar derretida. E consegue. Minha saudade, felizmente, tem data pra acabar. E quando coloco minha cabeça no travesseiro, o pensamento que se repete, toda noite, é mesmo: 'menos um dia'.

"A saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar." (Rubem Alves)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Vírgula

(Campanha dos 100 anos da Associação Brasileira de Imprensa)

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro..
23,4.
2,34.

Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.

Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

Uma vírgula muda tudo.

ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

Detalhes Adicionais

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.
Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.
Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM.

sábado, 26 de setembro de 2009

Saldos da viagem.

Continuei com 02 amigas.
Ganhei 01 namorado.
Quebrei 02 brincos. Quebrei 02 sandálias.
Comprei 04blusas. Comprei 01 tênis.
Não fui assaltada nenhuma vez.
Me tornei rata de metrô.
Fui em 01 pub, 01 boate e 03 shoppings.
Peguei inúmeros caldos no mar.
Conheci a praia do Leme, Ipanema, Copacabana e Barra.
Visitei o Cristo pela 2° vez. Andei de bondinho pela 1ª.
Fiz novos amigos. Tive atritos com um.
Vi a Fúria do Vasco no Maracanã. Vi a Força do Flamengo no Maracanã.
Fiquei no prejuízo de mais de 1000 reais.
Descobri que não importa pra quão longe nós fugimos, certas coisas nunca mudam.
E por hoje é só, pessoal.

Não sei porque mas algo me diz que em pouco tempo volto a pisar em terras cariocas.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

is it ever gonna be enough?

Me peguei observando teu sono. Tentando descobrir o que me atrai tanto, o que me conquista de uma forma tão indefectível. Confesso que não descobri. Pode ser o teu sorriso, tua voz, quem sabe o teu beijo. Ou até mesmo o teu olhar.
O que me dei conta, enquanto repousava em teus braços, é que talvez nunca seja suficiente. Quanto mais eu te olho, mais eu quero te olhar. Quando mais você me beija, mais eu quero ser beijada. Poderia passar o dia inteiro andando, seja pela praia ou no centro da cidade, contanto que seja você segurando minha mão. Eu me pergunto quanto tempo seria o suficiente para eu me sentir satisfeita.. eu me pergunto se um dia será suficiente. A única certeza que tenho é que estou disposta a descobrir da melhor maneira possível: com você do meu lado.

domingo, 30 de agosto de 2009

Férias, enfim!


Dia 04 de setembro eu embarco. Destino: Rio de Janeiro.
Companheiras: Lyslane e Paula. Hospedagem: Gallack's House.
Duas semanas de pura curtição, assim espero. ;D

Inexplicável

Meu esforço de hoje será explicar o que nem eu mesma entendo. Minha liberdade me foi dada, sem pedido, sem nenhuma razão aparente. Mas o fato é que ela está aqui, me sorrindo e mostrando um novo mundo, com o qual não estou nem um pouco familiarizada.
A gama de sentimentos que me prendia a um certo alguém, da noite pro dia, foi esquecida, superada. E o mais incrível, superada por estar em contato com ele, tendo-o, tocando-o.
O pedaço do meu coração que havia sido sequestrado no início de 2008 está de volta, de onde nunca deveria ter saído. Agora posso ser completa, agora posso me bastar.
Não que ele tenha me devolvido conscientemente, mas suas atitudes em relação a mim contribuiram bastante pra eu descobrir que aquele ídolo que me servia de referência, na verdade, era feito de barro. E barro, com o passar do tempo, se quebra.
O carinho por ele persiste, a necessidade não.

"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma" (Shakespeare)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O reencontro

Confesso que temi, em certo grau, esse reecontro. Não mais do que ansiei, é verdade. Medo da mudança. Das coisas que poderiam ter deixado de existir. Medo da boca não ser mais tão macia, como na minha lembrança. Do encaixe não ser realmente tão perfeito. Da fantasia ter superado a realidade e criado algo que nunca existiu.
Pois bem, medo infundado. Tudo continua como antes. As mãos, com aquela textura que nunca vi igual em outra mão. A boca, que me leva à loucura onde quer que toque. Que beije. E o cheiro.. o cheiro, mais do que tudo, tem me embriagado desde que voltou. Ele sobe pelo meu nariz e envolve, me chamando, me prendendo. Me dizendo: vem ser minha. Quando tudo que eu consigo pensar é, "eu já sou". O que com qualquer outro se torna banal, contigo é quase sagrado. Minutos preciosos, insubstituíveis. Até o gozo se torna secundário, se é pra você que eu posso sorrir quando tudo acaba.
Tudo continua o mesmo. O sorriso maroto. A risada engraçada. O abraço apertado. E principalmente, a inatingibilidade do teu 'eu'. Tudo lá, exatamente como eu deixei um ano e meio atrás. Nada mudou, até mesmo o fato de você me querer apenas por algumas horas e nada mais.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

"Quem sabe então assim você repara em mim..." (8)

Quem sabe se eu fosse mais bonita. Mais magrinha. Mais ajeitada. Não tivesse tanta preguiça de me arrumar.
Quem sabe se eu fosse mais contida. Mais controlada. Mais dona dos meus sentimentos ao invés de os meus sentimentos serem donos de mim.
Quem sabe se eu morasse ao seu lado. Se pudesse compartilhar meu dia-a-dia. Dividir meus medos e meus anseios.
Quem sabe se eu fosse mais engraçada. Matando ele de rir. Colocando um sorriso bobo em seu rosto toda vez que lembrasse de um comentário meu.
Quem sabe se eu fosse mais inteligente. Deslumbrando-o com minhas opiniões e certezas sobre o mundo.
É, quem sabe então assim, ele pudesse me escolher. Ao invés de ser o meu escolhido.

sábado, 11 de julho de 2009

Vamos bailar?

O Paço é um dos meus reustarantes preferidos daqui de Rio Branco. Lugar ideal pra conversar com os amigos antes daquela balada, tomar uma torre de chopp ao som de voz e violão, trocar bilhetinhos criativos, fazer um programa a dois, esse tipo de coisa. Mas nunca dançar. E eu achava que isso era senso comum, afinal, não existe espaço pra dançar, não existe clima de dança, não existe nada que indique que danças são realizadas naquele ambiente.
Então, por favor, alguém me explica o que passou na cabeça de um certo rapaz, em nosso terceiro encontro, em insistir nessa façanha. Apesar de todos os meus protestos e argumentos.
- Vamo dancçar?
- Dançar? Aonde? Aqui? NO PAÇO?
- É, vamo. Essa música tá muito boa.
- .... (olhando pra cara dele esperando que não tudo passasse de uma brincadeira)
- Vamo?
- Tu tá falando sério?
- To sim, tu vai ver.. se as pessoas começarem a olhar, não é por achar estranho, e sim por inveja da nossa iniciativa.
- Err.. sinceramente? Se eu to sentada aqui no Paço e vejo um casal começando a dançar o MEU primeiro pensamento vai ser : Que porra é aquela?

E vocês acham que ele desistiu depois da primeira tentativa? Não satisfeito com a minha resposta, depois de uns 40 minutos, talvez achando que me venceria pelo cansaço, se levanta e estende a mão na minha direção, faz aquela cara de sucesso e diz: Vamo dançar?
Eu simplesmente olhei pra cara dele, depois olhei pra mão, voltei pra cara dele e disse, "Senta, eu não vou dançar. Senta!" e me virei, meio ignorando pra ver se passava. Uma hora ele teve que desistir e sentar.

Fico até com dó de lembrar, porque ele tava super esforçado, super envolvido no clima, mas sabe quando a coisa não encaixa? Bem, foi mais ou menos isso... e o lance da dança só terminou de destruir o clima pra mim. Quem sabe na próxima... ou no próximo. ;)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O fora "educado"

Estávamos eu e minhas parceiras no crime afim de sair pra esbanjar beleza. Nos programamos, algumas (eu) mataram aula, nos maquiamos como o pedido e saímos numa quinta-feira qualquer, com um destino qualquer. Primeiro destino, Tabernas, e só cito o primeiro destino pra explicar porque já chegamos embriagadas no segundo.
Pedimos uns 2 baldes de cerveja e inesperadamente uns dos clientes do ambiente, que por acaso era conhecido da Lys, nos presenteou com algumas cortesias pra X-43. Elas valiam até meia noite e meia, e se não me engano, era meia noite e quinze.
"Garçon, por favor, a CONTAAAAA!!!"
Eu e sócia no volante, dois golzinhos pretos saíram furiosos pelo segundo distrito. A louca com o pé mais pesado que o meu (e isso é difícil hein) chegou lá bem antes que eu. Carro estacionado, corrida pelo estacionamento de salto alto, e 12:31 estávamos dentro da X. Tava até bonitinha depois da reforma, a gente nunca mais tinha ido lá. Conversa vai, conversa vem, muitas cervejas roubadas (nem me pergunte!), amigos de amigos oferecendo goles em seus drinks saborosos e a mulherada ficou mais ousada que o normal. Bem mais ousada.
Daí, que essa que vos fala avistou o ex-namorado de uma arquiinimiga dos tempos do ensino médio. Essa arquiinimiga, que antes era uma de suas melhores amigas tentou furar seu olho, o que causou maior sentimento de traição. Anyway, encurtando a história, minha cabeça alterada pelo álcool calculou que 2+5=15 e que eu deveria ficar com o rapaz. Confesso que ele não é dos mais belos, mas é bombeiro, logo, o corpitcho quebra um galho legal.
Passo n° 01: encarar o rapaz desde a entrada. Insistentemente, com direitos a cochicos com as amigas e apontadas ocasionais, com ele olhando, sim.
Resultado: nada.
Passo nº 02: abordar o amigo do mancebo, perguntando três coisas essenciais ao sucesso do plano. 1. Teu amigo é gay? 2. Ele tem namorada? 3. Ele planeja ficar com uma dessas gurias que estão no grupo de vocês? Todas as perguntas receberam um grande NÃO. O que já me deixou aliviada e preparada para o terceiro passo.
Passo nº03: abordar o alvo. Com sutileza? Não, porque sutileza não é meu forte. Pedi pro amigo dele dizer que eu queria falar com ele. O moço se aproximou e a partir dai comecei a levar meu fora.
Bombeiro: Err.. oi?
Assanhada: Oi, fulano, td bom... meu nome é Jéssica. Então, falei com seu amigo e ele me disse que você não é gay, não tem namorada e que não pretende ficar com nenhuma dessas meninas que tão com vocês. Só queria confirmar contigo se isso era verdade.
Bombeiro: Bom, é, acho que sim.. é, é sim. "Não" pras três perguntas.
Descarada: Muito beemm, então agora te resta duas opções: primeira, você pode me dispensar delicadamente como a pessoa educada que eu sei que você é... OU, pode se aproveitar de mim já que estou ligeiramente bêbada. (sorriso maroto achando essa lógica muito coerente)
Bombeiro assustado: Bom, então já que você me diz que tá ligeiramente bêbada, vou ser obrigado a escolher a primeira opção.

Sim, ele realmente disse isso. Eu ainda tentei me fazer de sóbria, e acabei levando sermão por estar dirigindo naquele estado. Mas o cheroso não satisfeito em me lavar, me sai com essa:

Bombeiro iludido: Mas agora a gente já se conhece, da próxima vez que a gente se encontrar quem sabe a gente não possa se conhecer melhor?! (sorriso de quem está certo que tá arrasando)
Assanhada com orgulho: Não mesmo. Ficar comigo hoje é uma oportunidade única na sua vida. E como você já disse que não quer, não vai surgir outra oportunidade dessa tão cedo, não se preocupe.
Bombeiro sem noção: Poxa, mas tu já tá me lavando desde agora?
Descarada sem nenhum dó do Bombeiro: Ué, tu também não acabou de me lavar? Éééégua.

E me despedi, porque vi que daquele mato não sairia nenhum coelho. (ou seria cachorro? nunca lembro desse ditado direito). Fui embora, mas não com orgulho ferido e sim com sérias dúvidas sobre o que acontece com os homens nessa cidade. Se você fica esperando, eles não chegam. Se você chega, bem, leva desculpinha na cara. Quando eu digo que sou mais macho que muito homi, tem nêgo que duvida.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Chalé Bar

Porque agora é um momentos de novas experiências. Novas emoções. Novas pessoas. E dentro desse espírito tenho a honra (ou seria a vergonha?!) de contar que conheci o tal do Chalé Bar. Quem nunca ouviu falar desse famigerado bar? Mistura de balneário, na parte do dia, com bar, boate, danceteria, rala-buxo, na parte da noite.
Tudo começou com um convite de minha esposa, que teve a honra (ou seria a vergonha?²) de conhecer o ambiente uma semana antes de mim. Segundo ela, o negócio era legal, se você fosse de grupo, com um bom nº de guarda-costas e não esperasse de forma nenhuma se arranjar por lá. E assim, nessa quarta-feira, véspera de feriado santo (!) fomos dançar um forró pelas quebradas. Ao módico custo de 10 reais a entrada feminina.
Primeira impressão: Eu pensava que tinha visto gente feia antes. Ledo engano. Eu achava que o Terminal Urbano era a ante-sala do inferno, local de reunião da galerinha desprovida de beleza, mas meu amigo... meu amigo, o Terminal é a ante-sala do Chalé!!! Ainda bem que a gente foi com nossos seguranças pra impedir qualquer tentativa de aproximação dos 'cavalheiros'. E nem queiram saber como foram as viagens aos toalette feminino. Imagina 10 mulheres se aliviando, todas assim, uma do ladinho da outra, sem pudor, conversando e fazendo o serviço com a maior naturalidade. Sorte, sorte mesmo, que haviam uma ou duas cabines que ofereciam uma certa privacidade, e claro que a fila pra entrar neles era bem generosa.
Sabe aquela sensação de vergonha alheia que às vezes bate, lá era meio que constante. Nossa, teve um casalzinho que foi meu favorito. Encostados romanticamente no muro, ela com a perna levantada, enroscada na cintura dele e a mão dele, passeando castamente pelas carnes avantajadas dela. Muito carinho pra uma cena só.
Mas sejamos sinceros, eu me diverti demais! Dancei até ficar com as ancas doloridas e ainda bebi ice da melhor qualidade, de grátis, o que deixa o negócio mais goustoso. Só o que nublou um pouco a noite foi que furtaram a carteira da Lys, de dentro do carro de um dos meninos. Sacanation! Mas fora isso, a noite valeu a pena. Entretanto, não esperem que eu me desbanque até lá tão cedo...

terça-feira, 26 de maio de 2009

O primeiro pneu a gente nunca esquece.

Hey hey hey, o dia começou normal, uma segunda, enfim... como todas as segundas começam: cheias de preguiças, um céu nublado e uma vontade louca de já ser sexta-feira.
Quando mais que de repente me ligam da coordenação me avisando que finalmente, FINALMENTE minha colação especial tinha sido aprovada. Pequeno detalhe: a menina me liga na segunda de manhã pra avisar que o negócio ia ser 18 horas. Hellooooooo, alguém já ouviu falar em aviso com antecedência???
Manhã continua correndo, fico sabendo de coisas que me abalam o emocional (homem sempre abala o cacete do nosso emocional!), desnecessário dizer que teve choro envolvido, mas resolvi abstrair e me concentrar na única notícia boa do dia: colarei grau e finalmente, de verdade, verdadeiramente viraria bacharéu! Uhhulll...

E fui, linda, leve e loura pra Ufac, às 18 horas. Cerimônia bem simples, poucas pessoas, 4 para ser mais exata, colaram grau. Tirei uma foto com a ata só pra não passar em branco. E fui comemorar com minhas amigas a ocasião. Pizza, conversa, conta, canal. E terminamos nossa noite sentadas na Namoradeira falando de tudo que três mulheres desocupadas falam: Homem! kkkkkkkkkkkk
Bem, tecnicamente esse seria o fim da noite... hora de partir e vimos que o pneu do carro tinha furado. O pesadelo de três mocinhas indefesas. O que fazer?? Paramos, descemos, fingimos que estávamos analisando a situação e esperamos ansiosamente que algum de todos aqueles rapazes que estavam zanzando pelo canal se oferecesse pra nos ajudar.

Agora me conta, veio um??????? Veio porraaaaaaaaa. A indefesa aqui não esperou nem 2 minutos, começou a tirar o step, macaco e chave de roda do bagageiro enquanto minhas ajudantes lançavam mão da nossa agenda em busca de algum AMIGO, homem, do sexo masculino que nos salvasse. Até tentamos, o primeiro tava numa região bem longe, seria judiação apelar pra ele, tentamos o macho nº 2, bom, ou não era amigo suficiente ou não era macho suficiente, pediu que ligássemos pra um terceiro. Quando me perguntaram se a gente ligava pro tal terceiro, respondi: pra quê? se eu já to quase terminando..

Sinceramente, só sei de duas coisas: 1.glória a Deus pelas borracharias 24 horas e 2.essas coisas só acontecem com a gente.

O dia que era pra ficar marcado como 'o dia da colação de grau' ficou mais pra 'a aventura em que troquei o pneu do carro sozinha sem ajuda de ninguém'. Pense numa menina prendada!!!

sábado, 16 de maio de 2009

Evite ser traído - Arnaldo Jabor

Aviso logo que isso não é nenhuma indireta, até porque considero traição um ato abominável. É apenas um recado para os homens: cuidem bem de suas mulheres!

Evite ser traído

Para as mulheres, uma verdade! Para os homens, a realidade.Você deve estar perguntando porque eu gastaria meu precioso tempo falando sobre isso. Entretanto, a aflição masculina diante da traição vem me chamando a atenção já há tempos.
Mas o que seria uma 'mulher moderna'? A principio seria aquela que se ama acima de tudo, que não perde e nem tem tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é corajosa, companheira, confidente, amante... É aquela que às vezes tem uma crise súbita de ciúmes mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está errada e de correr pros seus braços...É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e delicada, desarrumada e linda, brava e amorosa... Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer... Assim, após um processo 'investigatório' junto a essas 'mulheres modernas' pude constatar o pior.
VOCÊ SERÁ (OU É???) 'corno', ao menos que:
- Nunca deixe uma 'mulher moderna' insegura. Antigamente elas choravam. Hoje elas simplesmente traem, sem dó nem piedade. - Não ache que ela tem poderes 'adivinhatórios'. Ela tem de saber da sua boca o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima.- Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol) mais do que duas vezes por semana, três vezes então, é asssinar atestado de 'chifrudo'. As 'mulheres modernas' dificilmente andam implicando com isso, e se implicar uma vez e depois não se importar mais.... atenção!! Aí tem!!! Entretanto, elas são categoricamente 'cheias de amor pra dar' e precisam da 'presença masculina'. Se não for a sua meu amigo... Bem... com certeza será de outro. Mulheres assim nunca ficam sozinhas! Pelo contrário tem sempre no mínimo 3 na fila. - Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex bom de cama é grandessíssimo.
- Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfazê-la. As 'mulheres modernas' têm um pique absurdo em relação ao sexo e, principalmente dos 26 aos 42 anos, elas pensam, e querem fazer sexo TODOS OS DIAS (pasmem, mas a pura verdade)... Bom, nem precisa dizer que se não for com você... - Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso. Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é???? - Nem pense em provocar 'ciuminhos' vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres.- Em hipótese alguma deixe-a desconfiar ou imaginar o fato de você estar olhando para outra. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo a um 'chifre' tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUITO MAIS 'comedor' do que você... só que o prato principal, bem... dessa vez é a SUA mulher.
- Sabe aquele bonitão que você sabe que sairia com a sua mulher a qualquer hora? Bem... de repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela, só por um segundo, achar que você merece... Quando você reparar... já foi. - Tente estar menos 'cansado'. A 'mulher moderna' também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para muita coisa. - Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em 'baladas', 'se pegando' em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A 'mulher moderna' não pode sentir falta dessas coisas... senão... Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão 'quem não dá assistência, abre concorrência e perde a preferência'. Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas 'mancadas'...
Proteja-a, ame-a, e principalmente, faça-a saber disso. Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele 'bonitão' (ou aqueles bonitões) que vive (vivem) enchendo-a de olhares... e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!!!
Quem não se dedica, se complica.

(Arnaldo Jabor)

quarta-feira, 13 de maio de 2009

should I stay or should I go?

Existem momentos que são decisivos, onde você precisa escolher se vai pra direita ou pra esquerda. Segue em frente ou continua estacionado. Se casa ou se compra uma bicicleta. Essa ansiedade diária e sensação de aperto no estômago me dizem que eu estou num momento assim.
Meu lado racional me diz uma coisa em letras garrafais: VÁ EMBORA, não vale mais a pena. O que um dia foi só carinho, declarações e sentimentos bons que faziam bem, muito bem aqui dentro, hoje se resume a brigas, decepções e uma sensação de estar sendo feita de boba, toda hora, todo dia.
Seria tão fácil se você me escutasse, mas escutasse mesmo as coisas que eu te digo. São como cartilhas: seguindo-se a risca, não tem como errar. Eu não me sentiria tão desvalorizada, tão frustada e principalmente tão ignorada. Eu te avisei que estava no limite, que o cansaço imperava quando o assunto era ter que explicar pela milésima vez o que estava acontecendo de errado. E o que você fez? As mesmas coisas de sempre.
Meu coração aperta quando eu considero a possibilidade de abrir mão de nós. De deixar a companhia de quem um dia me encantou com tanta irreverência, tanta inteligência, tanta coisa que não dá nem pra numerar. Você me deu tanto. Me fez tanto. E no entanto, agora age como se eu fosse 'coisa certa' que não precisa de cultivo ou atenção. Todo mundo precisa se sentir especial, importante, por que comigo não seria da mesma forma?
Precisava que você acordasse e visse que falta muito pouco para 'nós' virarmos 'eu e você'.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Sinceras desculpas

É, finalmente a vida adulta me pegou. Excesso de trabalho, cansaço e outras obrigações me afastaram desse local que antes eu fazia tanta questão de bater o ponto. Me entristece ver que eu não tenho tempo pra verbalizar e compartilhar com vocês (meu leitores imaginários) todos os meus pensamentos vadios, loucos e inutéis.

Vivo tendo idéia para posts.. mas sentar pra escrever sempre fica em segundo plano. Quando eu consigo, num raro dia, chegar em casa e sentar na frente do PC a idéia já se foi. Quem sabe se eu fizer uma forcinha, marcar um dia e horário na agenda eu consigo não desaparecer. Vou tentar, mas não prometo nada. Só queria que soubessem que se alguém por aqui sentiu minha falta, a recíproca foi verdadeira!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

traição

"Troquei minha mulher pela minha amante!", é assim que eu tô me sentindo.. =/
Quem é próximo sabe que eu estou com planos de comprar um carrinho novo faz alguns meses, e desde que essa idéia surgiu, eu tinha escolhido, por inúmeros motivos levar o novo Ka, tão charmoso, tão diferente. Então já era um consenso, eu levaria o Ka, só me faltava juntar a quantia certa de entrada.

A esposa Chapéuzinho

O dinheiro apareceu em dezembro, tudo certo, fui na concessionária.. quem disse que tinha carro pra vender. Mó broxante. Mas td bem, me falaram que em janeiro já teria previsão de chegada, blá blá blá.. Fui lá antes do dia 17 (meu aniversário) e nada.. e cada vez mais frustante aquela espera. E com o tempo eu fui me cansando de ficar indo atrás do vendedor, como se eu tivesse fazendo um favor.
Sei que de alguma forma eu comecei a ir em outras concessionárias, a pesquisar outros carros, olhar com mais cuidado minhas outras opções. Teve um momento em que a semente da discórdia foi lançada no meu coração e fiquei em dúvida entre o Ka e o Pálio, que ficava mais caro. Eu, como uma pessoa hiper-indecisa, me senti com a cabeça a mil... tantas questões a serem consideradas.. preço, consumo, conforto, design... Mas depois do turbilhão de dúvidas eu preferi fechar os olhos pras novas e informações e pensei: Melhor comprar o Ka mesmo, já tava decidido, ele é bom e eu não sou rica pra pegar um melhor. E assim fiquei.
Mas as pessoas continuavam opinando, me mostrando outros tão bons quanto (ou até melhores) que o Ka. O sonho da Chapéuzinho Vermelho ia se dissipando...
Quando fui na Novesa atrás de fazer um test-drive no karro, pra terminar minhas dúvidas qual minha surpresa ao saber que isso seria impossivel. "Nós não temos Ka para test-drive". Como eu posso me decidir que quero comprar um carro se não posso nem experimentar a suavidade, a marcha, os pedais?? Menos um ponto pra Novesa. E nesse dia, nem sei dizer porque, na volta acabei parando na Recol. Meu namorado tinha dito que o Gol é o chuck norris dos carrros 1.0, que o bixo pra quebrar é uma luta e que economiza gasolina pra caramba, e eu pensei "que mal tem ir lá dar uma olhada". E fui.

Pensem no luxo, eu dirigindo um Voyage (que é a versão do Novo Gol com bunda) 1.6 equipado pela Via Chico Mendes... Nem preciso dizer que foi o máximo. E a partir daquele momento eu fui dizendo byebye pro Ka. O Gol também ficaria mais caro, mas compensaria em questões como consumo e preço de manutenção.. huummm.. mais dúvidas. E o martelo foi batido quando meu queridíssimo pai disse que me ajudava a pagar a diferença! =D

A amante traiçoeira e sorrateira (até que a bundinha dela é filé!)

E foi assim que troquei meu amoreco por uma paixão que surgiu assim do nada. O ka vermelhinho ainda mora no meu coração, que fica bem partidinho quando eu vejo um na rua. Mas foi tudo culpa da Novesa, que me deu tempo demais pra pensar, me fez correr para os braços de outro carro, eu não posso ser responsabilizada!!!!

Tudo indica que semana que vem já estarei motorizada \o/
Que Deus proteja as ruas de Rio Branco. =p

domingo, 25 de janeiro de 2009

free at last

Poxa, nem acredito que levou 5 dias pra eu vir aqui fazer "o" desabafo, devo estar fora de forma. Cinco dias inteiros desde que eu finalmente me livrei de algo que tava me incomodando há exatos 8 meses!
Não que seja lá essas mudanças, mas agora posso realmente dizer que me formei. O diploma ainda não saiu nem nada, mas o principal, a pedra que tava no meu sapato chamada monografia, finalmente foi ultrapassado. Fiquei ansiando tanto com esse momento que agora que chegou parece mentira.
Treinei tanto no dia da apresentação que cheguei na universidade rouca. Minha banca não tava completa. Tava faltando luz na Ufac. O cenário do desespero tava armado. Mas graças aos céus e uma ajudinha do meu anjo da guarda, no final das contas, deu tudo certo: apresentei dentro do tempo estipulado, não teve nenhuma pergunta difícil de responder e pra fechar com chave de ouro, tirei 10. Apesar de não saber bem o que os professores tavam pensando, fiquei bastante feliz com a nota. Quem não gosta de tirar um 10, né mesmo, minha gente?

Agora minha vida é outra. Sem stress, sem choros monográficos, sem dias passados lendo coisas chatas e altamente institucionais. Enfim livre!! Sinto-me como uma detenta que acabou de receber liberdade condicional.. sim, é condicional porque logo logo certamente terei que me meter numa outra roubada e começar a estudar tudo outra vez. Mas por enquanto vou curtindo essa liberdade tão aguardada.
Agora não me sinto tão mal vendo as fotos da colação, lembrando que pra mim, aquilo tudo era apenas uma encenação. Agora eu posso realmente me sentir uma formanda de jornalismo. Finalmente admirar (e colocar numa moldura bem bunitinha) o meu diploma.

Pra comemorar eu tinha me prometido experimentar um certo ritual acadêmico, bem peculiar dos estudantes da Ufac, envolvendo entorpecentes, Maria Joana, esse tipo de coisa. Sabe, né? Pra relaxar depois de tanta pressão psicológica. To vendo ainda se vou cumprir.. Quando fiz o vestibular, prometi que se passasse, pintava a cabeleira de vermelho. Assim o fiz.
Devo começar a quebrar promessas logo agora???

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

2008

Caramba, o painel do blogspot me avisa que já chegamos a 100 postagens. Muita emoção nesse momento lindo. \o/ \o/ \o/ \o/

(pausa para limpar discretamente as lágrimas)

Bom, Natal chegou, muitos presentinhos legais foram ganhos, Natal foi embora. Muitas calorias ingeridas, muita festinha em família. Reveion veio e se foi.. E agora 2009 tá aí, se instalando por 365 dias (ou seriam 366? nunca sei quando é ano bissexto.. pensando bem acho que só ano "par" é bissexto né? Socorro Ensino Médio!).. Muitos blogs e sites fazendo retrospectivas de 2008, contando as coisas boas e as ruins. Lembro que fiz algo parecido ano passado. Então, mãos à obra:

Nesse ano que passou tive muita dor de cabeça, chorei demais. Por inúmeros motivos. O ano começou lúdico, com cara de conto-de-fada. E como todo conto-de-fada, era tudo de faz-de-conta, nunca foi real... mas a burrica aqui se recusava a entender. Pra completar, briguei com algumas amigas, lembra?

Pois bem.. quase meio do ano, faculdade, correria, descobrimos que teríamos menos de 4 meses pra escolher um tema de monografia e apresentar a bendita.. ahhh, que se dane, é maldita mesmo! Tema escolhido, orientadora também.. só que a Jéssica não sabia bem como fazer, não sabia bem como escrever, não sabia bem como controlar os nervos, engular o choro, e fazer algo de concreto. O que aconteceu? Ela não conseguiu dar conta do recado e perdeu o prazo ... a maioria dos seus colegas colou grau, se formou, e ela ficou lá, chupando dedo. E como ela chorou por causa dessa porcaria. Maior trauma, rum!

E enquanto tudo isso acontecia, tinha alguém do lado dela, alguém maravilhoso diga-se de passagem. Mas por conta dos resquícios do conto-de-fadas, ela não conseguia aproveitar completamente o presente que Deus tinha dado pra ela. E demorou pra ela abrir os olhos.. demorou mais ou menos uns três meses e quatro términos, pra ela se dar conta de que não importava o quanto ela tentasse "consertar", o quanto ela estragasse as coisas, ele não sairia do lado dela, "- nunca que eu vou largar desse ossão", palavras dele.. kkkkkkkkkkk

E assim, meu fim de ano se revelou. Meu olhos foram abertos, meu coração finalmente escolheu um lado, minha angústia constante foi passando, passando, até que eu me perguntei onde ela tinha se metido. E pra completar esse desfecho, lembra do bicho-papão, mais conhecido como monografia? Troquei de orientador.. pra falar a verdade não adiantou muita coisa. Mas coloquei na cabeça que iria terminar isso de uma vez por toda, não queria ficar mais presa, com essa nuvem negra pairando sobre a cabeça. E não é que o negócio engrenou? Final das contas... monografia terminada, faltando só a apresentação. Que convenhamos, é quase outra dor de cabeça separada!!! =/

Por isso, no saldo total, acredito que 2008 foi um ano de aprendizado. Não tão traumático como 2007, huehuehueheuhue. Pois tudo fica bem quando termina bem. E ele terminou muuuuuuuuito bem. Graças a Deus, né?