domingo, 30 de agosto de 2009

Férias, enfim!


Dia 04 de setembro eu embarco. Destino: Rio de Janeiro.
Companheiras: Lyslane e Paula. Hospedagem: Gallack's House.
Duas semanas de pura curtição, assim espero. ;D

Inexplicável

Meu esforço de hoje será explicar o que nem eu mesma entendo. Minha liberdade me foi dada, sem pedido, sem nenhuma razão aparente. Mas o fato é que ela está aqui, me sorrindo e mostrando um novo mundo, com o qual não estou nem um pouco familiarizada.
A gama de sentimentos que me prendia a um certo alguém, da noite pro dia, foi esquecida, superada. E o mais incrível, superada por estar em contato com ele, tendo-o, tocando-o.
O pedaço do meu coração que havia sido sequestrado no início de 2008 está de volta, de onde nunca deveria ter saído. Agora posso ser completa, agora posso me bastar.
Não que ele tenha me devolvido conscientemente, mas suas atitudes em relação a mim contribuiram bastante pra eu descobrir que aquele ídolo que me servia de referência, na verdade, era feito de barro. E barro, com o passar do tempo, se quebra.
O carinho por ele persiste, a necessidade não.

"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma" (Shakespeare)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O reencontro

Confesso que temi, em certo grau, esse reecontro. Não mais do que ansiei, é verdade. Medo da mudança. Das coisas que poderiam ter deixado de existir. Medo da boca não ser mais tão macia, como na minha lembrança. Do encaixe não ser realmente tão perfeito. Da fantasia ter superado a realidade e criado algo que nunca existiu.
Pois bem, medo infundado. Tudo continua como antes. As mãos, com aquela textura que nunca vi igual em outra mão. A boca, que me leva à loucura onde quer que toque. Que beije. E o cheiro.. o cheiro, mais do que tudo, tem me embriagado desde que voltou. Ele sobe pelo meu nariz e envolve, me chamando, me prendendo. Me dizendo: vem ser minha. Quando tudo que eu consigo pensar é, "eu já sou". O que com qualquer outro se torna banal, contigo é quase sagrado. Minutos preciosos, insubstituíveis. Até o gozo se torna secundário, se é pra você que eu posso sorrir quando tudo acaba.
Tudo continua o mesmo. O sorriso maroto. A risada engraçada. O abraço apertado. E principalmente, a inatingibilidade do teu 'eu'. Tudo lá, exatamente como eu deixei um ano e meio atrás. Nada mudou, até mesmo o fato de você me querer apenas por algumas horas e nada mais.