quarta-feira, 30 de junho de 2010

Obstáculos


ME ABRAÇA, BRASIL! Essa chanchita tá precisando de apoio.

Demorei pra dar uma atualizada na minha empreitada por estar a espera de resultados satisfatórios pra reportar por aqui. Mas vou mentir não: não está sendo fácil. Depois de praticamente dois meses de dieta e academia, empaquei nos 62 kgs. Não há reza que me tire desse peso.
Como vocês viram, tentei me consolar com a teoria que "músculo pesa, tô ficando gostosa, bla bla bla" mas depois de um tempo o que a gente quer ver é o ponteira da balança descendo sem dó nem piedade.
É verdade que existem obstáculos no meio do caminho. Meu trabalho é um deles. Extensas horas extras me desviam da academia, geralmente uma vez por semana. A Copa do Mundo que cria feriados a torto e a direito também tem atrapalhado bastante, fechando a academia em tempo integral nos dias de jogo do Brasil. Sem falar nas comemorações regadas a cerveja e uma eventual picanha depois da vitória da nossa seleção. É muita tentação.

Fiz minha segunda avaliação na academia. Vamos aos (parcos) resultados positivos:
cintura: perdi 3 cm/pernas e braços continuaram/tórax: perdi 3 cm/ também perdi alguns centímetros de quadril. O abdômen perdeu SÓ 1 cm.

Não desisti. Vou tentar me dedicar com mais afinco, apesar do desânimo que tá se abatendo sobre mim. Só queria que o esforço, a fome, a dor, a tortura fossem recompensados. É pedir muito? ME ABRAÇA, BRASIL. =~~

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Fom! Fom!


Me racho de rir do taradinho correndo e dando uma olhadinha pra trás, rsrs.

sábado, 12 de junho de 2010

Estrela cadente.


Era uma daquelas noites. Saímos juntos, porém não propriamente "juntos". Nós e nossos amigos. O esforço para disfarçar o óbvio era palpável. Cada um tentava com mais afinco não demonstrar o quanto percebia a presença do outro. Mas não tinha jeito, os olhares se cruzavam inevitavelmente.
E o suspense "hoje ficamos juntos?" nunca deixava de existir. Naquela noite você dizia "não" com suas atitudes. Até porque eu sempre dizia "sim". Só dependia de você. Mas eu não poderia demonstrar como aquilo machucava. Minha resposta era a indiferença. Tinha que ser.
A noite terminou com um violão e como não poderia ser diferente, você era o tocador. Eu fiquei sentada de frente pra você. Imagina como foi dificil não te olhar a cada segundo, seus gestos, seus acordes. Fantasiar que aquelas canções eram pra mim. Tão perto e tão longe ao mesmo tempo. Meu coração ficou apertado, imaginando que todos a nossa volta poderiam ler a dor nos meus olhos. Decidi ir embora.
Na despedida abracei todo mundo. Será que alguém percebeu que o seu abraço durou uns bons segundos a mais? E você, percebeu? Será que eu imaginei que você me apertou mais do que devia? Provavelmente sim. Por que você faria isso, afinal?
Chegando em casa, a máscara caiu. A dor finalmente pôde extravasar pelos meus olhos. As lágrimas escorriam sem compaixão. Sem freio.
Me revoltei. Amar não devia ser assim. Não devia ser aquela constante tortura. Olhei pro céu. Eu sempre olhava pras estrelas quando pensava em nós dois. Mas naquela noite meu olhar procurava algo acima, no divino. Pedi a Deus que terminasse com aquilo. Confessei que minha resistência tinha chegado ao fim. Tira isso do meu coração, eu disse. Não suporto mais querer alguém a ponto de esquecer de mim.
E enquanto eu pedia pela minha libertação algo me distraiu. Algo brilhante riscou o céu. Minha primeira estrela cadente. A crença diz que você precisa fazer o pedido enquanto ela ainda está caindo, certo?
E eu fiz. Foi tão rápido. Na verdade meu coração fez. E, contrariando tudo o que eu acabara de implorar a Deus, ele pediu a única coisa que queria nesse mundo, a mais impossível de todas: você. Independente da distância, da sua frieza, do meu orgulho. Independente da razão, do bom senso e do passado. A única coisa que o faria feliz. Verdadeiramente feliz.

Logo eu, que nunca acreditei em estrelas cadentes. Hoje eu sei, elas funcionam.



Feliz dia dos namorados, meu amor.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Tua.

Velaste meu sono e isso bastou...
A luz do sol batia na janela. A claridade incomodava meus olhos. Era antes das 7h. Não me pergunte como, mas eu sabia. Teu cheiro impregnava meu travesseiro. Quando não pude mais segurar, abri os olhos. E lá estava você. Me olhando. Admirando seria a palavra certa. Me dizendo com todas as letras e olhares que eu era a mulher mais linda desse mundo. E nesse momento eu soube. Soube que não era mais dona de mim. Soube que seria sua, irremediavelmente, pelo resto da minha vida.