quinta-feira, 31 de março de 2011

a eterna insatisfação

Como me contentar com um chuvisco, quando a minha sede é de um temporal? Eu quero um mundo de água caindo sobre mim. Quero me ver inundada pela paixão. E tudo o que tenho são pingos escassos que apenas molham minha face e me deixam querendo mais.

Shakespeare disse que um dia você "descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso."

Quando exatamente a gente aprende isso, Senhor Willian???

Compreender o que isso significa não é necessariamente aceitar. Entender não é o suficiente para saciar a minha fome. Eu quero mais. Não, eu preciso de mais. E dói acreditar que essas são minhas únicas opções: o conformismo ou a solidão. Dói me calar. Dói me abrir e não ser compreendida.
Essa minha sina de me doar exacerbadamente e constatar que, no fim das contas, não sobrou nada meu. E assim me tornar essa patética pedinte, mendigando por um pouco mais de atenção.

Eu me pergunto o que virá primeiro: a minha desistência ou a tua mudança.

4 comentários:

André Rafael disse...

How long can you stand for?
;)

Daniel Ribeiro disse...

De partir o coração...

Anônimo disse...

Fiquei c/ inveja de vc.
Como vc é forte.

Chico Mouse disse...

Sei como é.